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Antes e depois: Como ficaram os locais atingidos por temporal em Juiz de Fora

 

Fortes chuvas na região deixaram casas e ruas destruídas, além de dezenas de mortos




As cidades de Juiz de Fora e Ubá ficaram destruídas após um forte temporal atingir a região nesta semana. Desabamentos de imóveis, deslizamentos de terra e carros sendo arrastados mudaram o cenário dos locais, que estão em estado de calamidade pública.

Algumas ruas amanheceram sem enchentes em Juiz de Fora nesta quarta-feira, 25, mas ainda com muita lama. A prefeitura mobilizou funcionários para fazer a limpeza em alguns pontos da cidade, que segue m atuando.

As fortes chuvas começaram na segunda-feira, 23, persistiram na terça, 24, e deixaram dezenas de mortos, além de desaparecidos e milhares de desabrigados. 

A seguir, confira imagens que mostram o antes e depois de algumas áreas afetadas pelas chuvas em Minas Gerais e retratam a devastação nas cidades.


Luto, esperança e cuidado com sobreviventes: os relatos de vítimas das chuvas em Juiz de Fora




Na madrugada de terça-feira, 24, Renata Silva e os três filhos ficaram soterrados após um dos deslizamentos de terra que devastaram o Parque Burnier, na Zona Leste de Juiz de Fora. A casa dela foi uma das doze destruídas pela lama que inundou a área, em meio às fortes chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias. Um vizinho agiu rápido e ajudou no resgate, mas outros familiares, das casas ao lado, acabaram sendo soterrados.

Alguns corpos já foram encontrados, outros seguem desaparecidos. Renata se divide agora entre o cuidado com os filhos, que estão abalados, o velório de entes no cemitério e o acompanhamento das buscas por familiares.


Na manhã desta quarta-feira, 23, mais um corpo foi encontrado no Parque Burnier, subindo para oito o número de mortes confirmadas no local. Era o corpo do pai de Flávio Dutra da Silva — até a tarde de hoje, os bombeiros já haviam confirmado 40 vítimas fatais em Juiz de Fora e outras seis no município vizinho de Ubá, com dezenas de pessoas sendo buscadas por equipes de resgate sob os estragos deixados pelas chuvas.



Ao menos 25 pessoas ainda estão desaparecidas. Por um momento, o trabalho de resgate foi suspenso devido a um relato dos moradores de suspeita de nova movimentação de terra. A situação seria verificada pelos bombeiros, mas a corporação optou por aumentar a área de segurança, explica o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

Paralelo a este trabalho, um outro tipo de resgate também ocorria: o de animais. Somente nesta quarta, o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad), dos bombeiros, resgatou mais de vinte bichos, entre cães, gatos e galinhas. Médica veterinária do Grad, Carla Sassi informa que todos os pets retirados dos escombros foram encaminhados a clínicas veterinárias na cidade para tratamento e recuperação.



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